domingo, 2 de março de 2014
Soneto
domingo, 29 de dezembro de 2013
Amigos...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Um sofisma?
Produzir...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
A criar...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Revisitar...
Eu sinto, agora, o ufanoso sabor da tua pele
Adiante aos ares mais límpidos, introduzo-te;
Não há um prazer maior que eu vele,
Fico comedido à tua frente, posto a olhar-te.
Pero, tu abres as tuas hastes de contento,
E me doo aos teus carinhos sobre o meu mento;
O suor brota em nossas faces, pelas horas demoradas,
Viscoso amor suplantado em carícias violentadas.
Grandioso, cansativo e aprazível movimento fundido.
Nossos corpos são agora uma única e mesma personagem;
Corramos neste instante para o destino de nossa imagem...
D’uma satisfação embutida em teu rosto definido,
De beleza trina, incluir-se-ia a inteligência sem miragem;
Acabamos por gozar a vida sem terminar a viagem.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
1983
MCMLXXXIII
Eduardo Bento
Dos banhos mais demorados
Aos prazeres outrora aclamados
Nosso saber é pura ilusão
Que destoa em pura emoção
Mas donde há pureza
Se aqui só se vê tristeza?
Donde há vida
Se a morte é a saída?
Meus cabelos encanecem
Minhas flores envelhecem
E todos um dia se esquecem
Que as falhas transparecem
E os medos obscurecem
Os inumanos que enlouquecem
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Não se trata de aritmética!
Quando dois são três e quatro convertem-se em um na relação entre cinco mil e quatrocentos...
Eduardo Bento
O barulho mais silencioso
É o ecoar do virtuoso;
Em uma semana se esvai
No próximo ano te atrai...
A festa do vinho seguiu
Por toda cidade cinzenta,
E quando o orvalho caiu
A força do céu te apoquenta.
Triste sonho infernal
Que alegra a minha razão,
Pelos altos e baixos do ser...
Será que tudo é tão matinal,
Ou vivemos sem ter emoção
Enlaçados ao amanhecer?
(...)
O novo, de novo.
Eduardo Bento
Hoje uma novidade sobreveio sorrateiramente ao meu lar
Era noite, as nuvens mais pesadas cobriam o céu e o meu olhar;
No entanto, a brisa mais leve e límpida pude novamente apreciar...
E há quem conquiste o céu, as estrelas e não saiba realmente amar.
Contudo, o que é o mar se amar desfaz-se em ilusão?
É a doce vida que emerge nesses versos tortuosos
É o desejo longínquo que traz os carinhos mais formosos?
São as dúvidas que regem com notas menores meu nobre coração
O tempo se desfaz em um segundo
O falso nascer do sol é o que te obscurece
Não haverá quem lhe traga um presente mais profundo
Se no fundo a morte está no mundo
A vida não é mais aquilo que te amadurece
E se não há amor na vivência o coração se entristece
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Soneto insípido, inodoro e incolor...
Da retidão tortuosa
Eduardo Bento
Gente, quanta raça,
Quanta pirraça
Se a morte é uma graça
A vida se faz na cachaça
Sabe tudo, ou quase nada;
Quase tudo é nada a saber
Mas tudo rima com nada
Ou nada se dá no querer?
São ecos, são palavras que reverberarão...
É como o som que toca o ar
Sem ter onde se escorar
São vibrações, com toda potência em vão;
Noites e dias sem luar
Dias e noites a rememorar!




