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sábado, 21 de março de 2009

Redação de Faculdade


Na semana seguinte ao carnaval, a professora pede para os alunos que escrevam uma redação com o título “Como foi meu carnaval”, exigindo que colocassem apenas os pontos relevantes. Dunha, um exemplar aluno do terceiro ano, sabia que seria essa a maior nota do semestre, como foi em todos os outros anos do curso de Publicidade e Propaganda. Foi assim sua história:

“Meu carnaval foi inesquecível. Entediado de sempre passar o carnaval na casa do meu pai (que se fantasiava de “Drag Queen” todos os anos, não sei porque), resolvi fazer algo diferente. Na quinta-feira, eu e mais duas acompanhantes (uma mais velha e uma mais nova que eu) combinamos que partiríamos rumo para a paradisíaca cidade de Praia Grande, na sexta-feira à noite. A parceira mais velha havia achado uma casa na faixa. Pois bem, partimos na sexta e chegamos ao sábado pela tarde. Como previa, aquele dia seria regado de sexo, muito sexo. Era um entra e sai de homens, e eu sem nenhuma mina. Não pude fotografar ou gravar imagens das duas porque o bom senso manda não fazer isso com sua mãe e sua irmã. Já no domingo, por volta das 08 horas, minha mãe mandou comprar pão para a rapaziada exausta. Resolvi ir tão logo, imaginando a fila que ia encontrar. Malsucedido como sempre, cheguei e não foi possível alimentar os ávidos jovens e um senhor (que se dizia dono da residência). Decidimos passear pela orla da vistosa Ocian. Muita gente bonita, alegre e simpática eu pude ver, exceto uns adolescentes que subtraiam pertences dos transeuntes. O calor era muito então fomos ao quiosque da Dona Gina se refrescar. Ao alcançar o renomado recinto, tomando uma saborosa Belco, topamos com um grupo de pagodeiros, aproximadamente cinco membros, todos com cabelos cortados bem curtos e inúmeras tatuagens. Estes indivíduos começaram a tecer elogios às duas senhoras que estavam comigo nessa viagem. E dessa vez eu agi. Atirei a garrafa de cerveja em direção ao bando, que logo me agrediram com socos e pontapés. E é só isso que lembro. E foi nesse instante que minha viagem acabou. Logo após acordar do coma, na terça-feira, descobri que os integrantes do grupo estavam aproveitando o indulto de carnaval. Descobri também que é possível viver sem o baço, como o médico havia me falado naquele instante. Percebi que era melhor ter ido nas festas junto com meu pai, na boate Ilha dos Palmitos.”