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domingo, 1 de setembro de 2013

"Com versar"




Oh!



Oh! Dá até dó;
um piano caro como aquele
todo largado lá...


Virou casa-de-rato;
moradia de um livro ingrato,
e não se escuta mais um fá


E quando o sol bate,
os bemóis descascam,
os sustenidos se afastam
e o ré chora em si


Ó pai, tenho dó do mi
e durmo diminuto,
a cada compasso que escuto
não vejo o tempo em ti




Eduardo Bento,

setembro de 2013.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Soneto antigo: "Instinto genésico"


Venho aqui revisitar um soneto antigo de minha autoria. Espero que apreciem:

Instinto genésico

Eu sinto agora o ufanoso sabor da tua pele
Adiante dos ares mais límpidos, introduzo-te;
Não há um prazer maior que eu vele,
Apenas fico comedido à tua frente, posto a olhar-te.

Porém, tu abres as tuas hastes de contento,
E eu me doo aos teus carinhos sobre o meu mento;
O suor brota em nossas faces, pelas horas demoradas.
Viscoso amor suplantado em carícias violentadas.

Grandioso, cansativo e aprazível movimento fundido.
Nossos corpos são agora uma única e mesma personagem;
Corramos neste instante para o destino de nossa imagem!

Há uma satisfação embutida em teu rosto definido.
De beleza trina, incluir-se-ia a inteligência sem miragem;
Acabamos por gozar a vida sem terminar a viagem.


12 de outubro de 2006.

* * *





sábado, 5 de março de 2011

Filosofia, religião, ciência, poesia ou apenas palavras vazias?

Sono
EDUARDO DE ARAÚJO BENTO

Amanheceu e agora vamos dormir;
Toda existência é o nosso lugar...
Proliferar versos que não são mais,
Quimeras mil de adoração, vida e paz.
A escuridão transcendeu nossa luz,
Possivelmente não tem como chegar;
Não há final nem perfeição que reluz,
Considerar a finitude de amar.
Vamos fechar os nossos olhos enfim
E uma dezena agora nós vamos contar:
Um, dois, três, quatro
Cinco, seis, sete, oito, nove, dez...
Nove, oito, sete, seis
Cinco, quatro, três, dois, um.