(IN)-PRUDENTE
Um brinde aos selvagens
Àqueles que não têm medo
De guardar um novo segredo
E não vivem de imagens
Aos que agradam a si mesmos
Que admiram sem desejo
Que sentem a chuva
Em meio a esta rotina, tediosa, absurda...
E ainda há quem se iluda
Pelos poucos e novos tempos
Vigiados por uma sombra imunda
Que afasta os mais ternos momentos
Já dizia Reis com sua clareza e distinção
Que não há afirmação
Em que tudo se modifica
Ali, onde o bem-mal
se implica;
Onde um erro não tem perdão
Eduardo Bento e Milena Barros da Silva
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013





