terça-feira, 8 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Não se trata de aritmética!

Gregor Reisch (1467-1525)


Quando dois são três e quatro convertem-se em um na relação entre cinco mil e quatrocentos...

Eduardo Bento


O barulho mais silencioso

É o ecoar do virtuoso;

Em uma semana se esvai

No próximo ano te atrai...


A festa do vinho seguiu

Por toda cidade cinzenta,

E quando o orvalho caiu

A força do céu te apoquenta.


Triste sonho infernal

Que alegra a minha razão,

Pelos altos e baixos do ser...


Será que tudo é tão matinal,

Ou vivemos sem ter emoção

Enlaçados ao amanhecer?

(...)

O novo, de novo.

Eduardo Bento


Hoje uma novidade sobreveio sorrateiramente ao meu lar

Era noite, as nuvens mais pesadas cobriam o céu e o meu olhar;

No entanto, a brisa mais leve e límpida pude novamente apreciar...

E há quem conquiste o céu, as estrelas e não saiba realmente amar.


Contudo, o que é o mar se amar desfaz-se em ilusão?

É a doce vida que emerge nesses versos tortuosos

É o desejo longínquo que traz os carinhos mais formosos?

São as dúvidas que regem com notas menores meu nobre coração


O tempo se desfaz em um segundo

O falso nascer do sol é o que te obscurece

Não haverá quem lhe traga um presente mais profundo


Se no fundo a morte está no mundo

A vida não é mais aquilo que te amadurece

E se não há amor na vivência o coração se entristece



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Soneto insípido, inodoro e incolor...

Da retidão tortuosa

Eduardo Bento


Gente, quanta raça,

Quanta pirraça

Se a morte é uma graça

A vida se faz na cachaça


Sabe tudo, ou quase nada;

Quase tudo é nada a saber

Mas tudo rima com nada

Ou nada se dá no querer?


São ecos, são palavras que reverberarão...

É como o som que toca o ar

Sem ter onde se escorar


São vibrações, com toda potência em vão;

Noites e dias sem luar

Dias e noites a rememorar!

sábado, 15 de outubro de 2011

Quadro geral

O quadro geral está vazio, pois não estamos mais nele. Ou será que aos poucos voltamos ao que nunca fomos um dia? Eis o grande enigma do mais longo tempo em que vivemos depressa demais...

Doravante, eu rejeito qualquer eco metafísico que me tire do chão!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Vídeo: Carrossel de fogo



CARROSSEL DE FOGO
EDU BENTO

Quando me lembro da noite que não estava aqui
O meu coração predador não me deixa ruir
Os dias enganam o tempo e não podem mudar
Nosso destino incerto de quem quer chegar

Se a vida tem sentido em vão
Eu quero andar na contramão
E passa um ano devagar
Não se vou querer ficar assim

Carrossel de fogo, não posso mais caminhar
Há muita sorte nesse jogo que só traz azar

Agora vejo mais alguém
Querendo estar em minhas mãos
Nossa canção não vai além
De poucos versos sem reação pra mim