O quadro geral está vazio, pois não estamos mais nele. Ou será que aos poucos voltamos ao que nunca fomos um dia? Eis o grande enigma do mais longo tempo em que vivemos depressa demais...
Doravante, eu rejeito qualquer eco metafísico que me tire do chão!
Quando me lembro da noite que não estava aqui O meu coração predador não me deixa ruir Os dias enganam o tempo e não podem mudar Nosso destino incerto de quem quer chegar
Se a vida tem sentido em vão Eu quero andar na contramão E passa um ano devagar Não se vou querer ficar assim
Carrossel de fogo, não posso mais caminhar Há muita sorte nesse jogo que só traz azar
Agora vejo mais alguém Querendo estar em minhas mãos Nossa canção não vai além De poucos versos sem reação pra mim