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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Dupla



Infinito fim


Quanto menos sempre mais
Quando o menos é demais
A metade não lhe satisfaz

Não seguiremos a percepção
E o todo perde a sua amplitude
Há quem diga que aqui há infinitude
Na complexidade da nossa reflexão

Mas donde há um céu
Donde há um mar
Se o olhar é sem direção,
Se a visão não lhe traz compreensão?
Pois o horizonte perde a sua magnitude

E as manhãs perdem o sentido
Daquele inicio que não chega ao fim
Na imensidão o inteiro fica diminuído
O todo se reduz ao nada
Perto e longe fica a distância aproximada


Eduardo Bento e Waner C. Santos,

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013.

domingo, 1 de setembro de 2013

"Com versar"




Oh!



Oh! Dá até dó;
um piano caro como aquele
todo largado lá...


Virou casa-de-rato;
moradia de um livro ingrato,
e não se escuta mais um fá


E quando o sol bate,
os bemóis descascam,
os sustenidos se afastam
e o ré chora em si


Ó pai, tenho dó do mi
e durmo diminuto,
a cada compasso que escuto
não vejo o tempo em ti




Eduardo Bento,

setembro de 2013.

sábado, 6 de julho de 2013

Gozos revisitados



PUNHETA SÃO

O cristão,
masturba-se;
Os juvenis batem punheta ou siririca;
O muçulmano,
masturba-se;
Já os senis praticam o gozo venéreo;
E o judeu?
Ah, esse realmente se masturba...

Como já supunha Onan,
uma punheta é muito sã.


Eduardo Bento e Sérgio Lima Nastasi


UMA IMAGEM PARA ILUSTRAR  O POEMA: http://www.youtube.com/watch?v=JHlOYx1zmpk

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Insaciável



VERSEJADOR

Talvez seja dor,
complacência ou qualquer coisa assim.
Quem é o curador,
senão ‘aquele que cuida do póstumo fim?
Ruim!

Talvez seja a flor;
se não for um dia será.
A última do Lácio,
da simetria que não é tão fácil,
do vocábulo d’aquele que nada dirá.

Versar a dor do amor;
cotejar o sabor de uma cor.
Colorir os verbos incertos;
conjugar as notas azuis
Chega!
Isso é logorreia, não se traduz...

Talvez não seja a dor,
versejador!




Eduardo Bento,
sábado, 16 de fevereiro de 2013.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mais um trabalho



(IN)-PRUDENTE

Um brinde aos selvagens
Àqueles que não têm medo
De guardar um novo segredo
E não vivem de imagens

Aos que agradam a si mesmos
Que admiram sem desejo
Que sentem a chuva
Em meio a esta rotina, tediosa, absurda...

E ainda há quem se iluda
Pelos poucos e novos tempos
Vigiados por uma sombra imunda
Que afasta os mais ternos momentos

Já dizia Reis com sua clareza e distinção
Que não há afirmação
Em que tudo se modifica
Ali, onde o bem-mal se implica;
Onde um erro não tem perdão




Eduardo Bento e Milena Barros da Silva
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

sábado, 5 de março de 2011

Filosofia, religião, ciência, poesia ou apenas palavras vazias?

Sono
EDUARDO DE ARAÚJO BENTO

Amanheceu e agora vamos dormir;
Toda existência é o nosso lugar...
Proliferar versos que não são mais,
Quimeras mil de adoração, vida e paz.
A escuridão transcendeu nossa luz,
Possivelmente não tem como chegar;
Não há final nem perfeição que reluz,
Considerar a finitude de amar.
Vamos fechar os nossos olhos enfim
E uma dezena agora nós vamos contar:
Um, dois, três, quatro
Cinco, seis, sete, oito, nove, dez...
Nove, oito, sete, seis
Cinco, quatro, três, dois, um.