quarta-feira, 27 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Outras influências (confluências?)

Solidão
Aproximo-me da noite o silêncio abre os seus panos escuros
e as coisas escorrem
por óleo frio e espesso
Esta deveria ser a hora
em que me recolheria
como um poente
no bater do teu peito
mas a solidão
entra pelos meus vidros
e nas suas enlutadas mãos
solto o meu delírio
É então que surges
com teus passos de menina
os teus sonhos arrumados
como duas tranças nas tuas costas
guiando-me por corredores infinitos
e regressando aos espelhos
onde a vida te encarou
Mas os ruídos da noite
trazem a sua esponja silenciosa
e sem luz e sem tinta
o meu sonho resigna
Longe
os homens afundam-se
com o caju que fermenta
e a onda da madrugada
demora-se de encontro
às rochas do tempo
(Mia Couto)
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sábado, 9 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
MÚSICA

CARROSSEL DE FOGO
EDU BENTO
Quando me lembro da noite que não estava aqui O meu coração predador não me deixa ruir
Os dias enganam o tempo e não podem mudar
Nosso destino incerto de quem quer chegar
Se a vida tem sentido em vão
Eu quero andar na contramão
E passa um ano devagar
Não se vou querer ficar assim
Carrossel de fogo, não posso mais caminhar
Há muita sorte nesse jogo que só traz azar
Agora vejo mais alguém
Querendo estar em minhas mãos
Nossa canção não vai além
De poucos versos sem reação pra mim
sábado, 5 de março de 2011
Filosofia, religião, ciência, poesia ou apenas palavras vazias?
Sono
EDUARDO DE ARAÚJO BENTO
Amanheceu e agora vamos dormir;
Toda existência é o nosso lugar...
Proliferar versos que não são mais,
Quimeras mil de adoração, vida e paz.
A escuridão transcendeu nossa luz,
Possivelmente não tem como chegar;
Não há final nem perfeição que reluz,
Considerar a finitude de amar.
Vamos fechar os nossos olhos enfim
E uma dezena agora nós vamos contar:
Um, dois, três, quatro
Cinco, seis, sete, oito, nove, dez...
Nove, oito, sete, seis
Cinco, quatro, três, dois, um.
Toda existência é o nosso lugar...
Proliferar versos que não são mais,
Quimeras mil de adoração, vida e paz.
A escuridão transcendeu nossa luz,
Possivelmente não tem como chegar;
Não há final nem perfeição que reluz,
Considerar a finitude de amar.
Vamos fechar os nossos olhos enfim
E uma dezena agora nós vamos contar:
Um, dois, três, quatro
Cinco, seis, sete, oito, nove, dez...
Nove, oito, sete, seis
Cinco, quatro, três, dois, um.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Dialética
Um novo horizonte
EDUARDO DE ARAÚJO BENTO
HENRIQUE AZEVEDO NOGUEIRA
Pelo impulso carente-de-si, o espírito desdobra-se em um processo de atualização, verticalizando-se dialeticamente, apreendendo a negação-de-si e subsumindo-a para atualizar-se. E neste movimento, perde-se para uma nova imagem de si.
A contínua formação do espírito se expande neste processo dialético, tanto quanto se desmorona violenta e gradativamente, impulsionado pelo tédio e pela superficialidade do contingente, desejando reconciliar-se com o absoluto.
O todo se dá de modo dialético racional, pela necessidade de reconhecer-se na sua negação. Portanto, a constituição do todo não é um fim, mas sim uma eterna reconciliação do outro-de-si-para-si...
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