terça-feira, 23 de novembro de 2010

Amigo é coisa pra se guardar...

Dário e Tércio: dois grandes amigos que sempre representam em tudo. Quanto mais eu os conheço, mais eu vejo como o ser humano pode ser aberto para novas afetações e novos caminhos criativos de uma vivência em união entre todos e a natureza. Não há um solipsismo, nem condições materiais para que a amizade seja sempre verdadeira e ligada ao amor em comum, pelo simples fato haver um querer bem entre os amigos sinceros. A vida torna-se um dia ensolarado em meio à multidão obscurecida que, por não-merecimento e falta de amor, jamais vão saber e entender o que é uma amizade verdadeira.


Parabéns por serem grandes amigos e seres humanos sinceros e maravilhosos como vocês são, Tércio Soares e Dário Luke...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Quando o interesse "desvia" a comunicação



Apresento-lhes o relato histórico de Judy Wallman, pesquisadora estadunidense na área de genealogia:

Durante pesquisa da árvore genealógica de sua família, Judy Wallman deu de cara com uma informação interessante e curiosa. Um tio-bisavô, Remus Reid, era ladrão de cavalos e assaltante de trens. No verso da única foto existente de Remus (em que ele aparece ao pé de uma forca) está escrito:

"Remus Reid, ladrão de cavalos, mandado para a Prisão Territorial de Montana em 1885, escapou em 1887, assaltou o trem Montana Flyer por seis vezes. Foi preso novamente, desta vez pelos agentes da Pinkerton, condenado e enforcado em 1889."

Acontece que o ladrão Remus Reid é ancestral comum de Judy e do Senador pelo Estado de Nevada, Harry Reid. Então Judy enviou um e-mail ao Senador solicitando informações sobre o parente comum. Mas não mencionou que havia descoberto que o sujeito era um bandido. A atenta assessoria do Senador respondeu desta forma:

"Remus Reid foi um famoso vaqueiro no Território de Montana. Seu império de negócios cresceu a ponto de incluir a aquisição de valiosos ativos eqüestres, além de um íntimo relacionamento com a Ferrovia de Montana. A partir de 1883 dedicou vários anos de sua vida a serviço do governo, atividade que interrompeu para reiniciar seu relacionamento com a Ferrovia. Em 1887 foi principal protagonista em uma importante investigação conduzida pela famosa Agência de Detetives Pinkerton. Em 1889, Remus faleceu durante uma importante cerimônia cívica realizada em sua homenagem, quando a plataforma sobre a qual ele estava cedeu."

É curioso analisar como o interesse político é capaz de desviar totalmente uma informação (comunicação). A interpretação do relato feito por Judy Wallman pode ser dissecada da seguinte maneira:

Texto 1 + texto 2 - Sem coesão e coerência: análise somente da intertextualidade e não da forma gramatical...

"Remus Reid, ladrão de cavalos [...] Seu império de negócios cresceu a ponto de incluir a aquisição de valiosos ativos eqüestres [...] mandado para a Prisão Territorial de Montana em 1885, escapou em 1887, assaltou o trem Montana Flyer por seis vezes [...] além de um íntimo relacionamento com a Ferrovia de Montana. A partir de 1883 dedicou vários anos de sua vida a serviço do governo, atividade que interrompeu para reiniciar seu relacionamento com a Ferrovia [...] Foi preso novamente, desta vez pelos agentes da Pinkerton [...] Em 1887 foi principal protagonista em uma importante investigação conduzida pela famosa Agência de Detetives Pinkerton [...] condenado e enforcado em 1889 [...] Remus faleceu durante uma importante cerimônia cívica realizada em sua homenagem, quando a plataforma sobre a qual ele estava cedeu."

O desvio comunicativo feito pela assessoria do Senador Reid manteve alguns pontos em comum com o texto original escrito por detrás da única foto existente de Remus. Por mais que o interesse político estivesse presente na resposta dada a Judy, o conteúdo do informativo manteve as datas, os locais e as instituições mencionadas tal como estava no texto original. Sendo assim, fica aparente a intertextualidade interpretativa entre as duas "verdades" opostas. Quando o fato parece distante, o que nos resta é a interpretação. Talvez seja apenas isto que sobra.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

É ela...


Quando a vi pela primeira vez, confesso que fiquei com certo receito. Apesar de rodeada de brasileiras, não se misturava, unindo-se somente com as estrangeiras.

Visivelmente diferente das outras, pela sua cor nada comum em nosso país, tornou-se alvo de atenção de todos nós. Particularmente, achei linda, de uma beleza exótica e inconfundível, apesar de saber que no fundo, era apenas uma loira. Muito acanhado, resolvi me aproximar, ver melhor, sabe como é, aquela necessidade que todo homem tem de ficar perto das melhores. Comuniquei-me com ela, analisei bem, barganhei um pouco é verdade, mas sabia que poderia gostar do que estava por vir. Aquele sotaque holandês me encantou de tal forma que só poderia terminar em coisa boa. Cheguei mais perto, segurei firmemente. Percebi que era tão gelada como qualquer outra européia. Encostei a boca na boca dela. Surpreendentemente, a beleza inicial, incomum aos nossos padrões visuais, escondia um amargo imenso. Durante essa experiência, fui remetido ao clima frio, depressivo e questionador dos países baixos. Porém, dessa amargura vasta, adveio um prazer infinito, que se transforma em alegria e realidade, numa clareza de idéias sem tamanho.

Atualmente não consigo viver sem ela. Busco-a sempre que possível, seja onde for, eu vou ao seu encontro. O que a torna tão especial, no final das contas, não é suas proporções distintas ou sua origem indefectível; é o extrato de todas suas características, de suas qualidades. Por tudo que nos oferece, assim me rendo a ti, elixir da verdade, HEINEKEN querida!

domingo, 14 de novembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

Triunfo

Música instrumental, ambiente e "viajante" da banda Wanted



Bons sonhos...

Os dois caminhos

Qual dos dois caminhos vós escolheis?