quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A foto é velha...


... mas a amizade sempre se renova!

Este é o meu primo, Vini. Ele também escreve eventualmente aqui no blog; está em todas, sempre dando um grande apoio para os amigos.

Abraços,

E.B.

Obs.: a foto foi tirada no casamento do meu irmão mais velho, já faz alguns bons anos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mais um grande amigo



Agora sou eu e o Felipe (Few, Lipe, Feel, Fell, Felp etc.), rs...

Mais uma foto com mais um grande amigo. Além de ser uma pessoa fantástica, o Few é um excelente guitarrista e compositor.
É uma honra tocar contigo na Wanted, meu caro.

Por falar em Wanted: www.myspace.com/bandawanted

Abraços,

E.B.

Amizade




Eduardo Bento e Thiago Soares...

Não vou postar textos grandiosos ou frases de efeito. A amizade não precisa de argumentos e evidências para ser alguma coisa admirável e silenciosa (para a multidão).

Não me venham dizer que sou muito hermético...

Abraços,

E.B.

domingo, 7 de novembro de 2010

Quaderno (parte1 - Flo Menezes/Daniel Murray)

Assistam o vídeo abaixo:



Acharam a música "monstruosa" demais? Deixem seus comentários a respeito...

sábado, 6 de novembro de 2010

Filme: O Enigma de Kaspar Hauser


Alemanha Ocidental 1974 - cor - 110 min
Título original: Jeder für sich und Gott gegen alle
Direção: Werner Herzog

Roteiro: Werner Herzog e Jakob Wassermann
Elenco: Bruno S., Walter Ladengast, Brigitte Mira, Willy Semmelrogge

Género: drama

Idioma original: alemão


Certa vez, este filme foi recomendado por uma professora minha da faculdade porém, eu já tinha assistido esta produção bem antes de começar o curso de filosofia. Aqui em casa, há muito tempo, já tínhamos o VHS deste drama tão marcante.
Eu nunca havia feito uma "leitura" fenomenológica acerca do Egnima de Kaspar Hauser antes de começar a cursar filosofia - se é que agora eu fiz algum tipo de leitura -, destarte, talvez com um olhar diferenciado sobre como pode ser a vida sem experiências, as cenas me levaram para uma compreensão (no sentido de abarcar) menos inautêntica do que outrora tinha me levado para um mero drama silencioso de uma cotidianidade atrelada à publicidade que se tornou a vida contemporânea que, historicamente, sempre aceita questões lógicas ou científicas como a verdade do que o ser exatamente é.

Os acasos anteriores não me levaram ao conceito, ou melhor, à vivência empírica que tirariam os meus dias da total claridade circular, para uma inédita escuridão misteriosa que transferiria minha exatidão privada para um estado de completa atitude de abertura a tudo que, em termos gregos, constitui-se em um πάθος daquilo que antes tinha uma significação evidente para mim e que, nesse momento, transformou um dia claro em tempestade e escuridão de uma noite monstruosa e angustiante.
Este é o sentimento que o filme e todas as outras condições artísticas têm me dado de presente, como se eu fosse um mero ente movido por afetações que nunca fecham um ciclo, ou que estão distantes do contexto atualmente aceito. Poucas palavras, dentro de tal linguagem, jamais poderiam dizer qual é esta condição possível do novo contexto em que me sinto cada vez mais inserido.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Uma parábola...


"Num lugar não muito longe daqui havia um poço fundo e escuro onde, desde tempos imemoriais, uma sociedade de rãs se estabelecera. Tão fundo era o poço que nenhuma delas jamais havia visitado o mundo de fora. Estavam convencidas de que o universo era do tamanho do seu buraco. Havia sobejas evidências científicas para corroborar essa teoria, e somente um louco, privado dos sentidos e da razão, afirmaria o contrário. Aconteceu, entretanto, que um pintassilgo que voava por ali viu o poço, ficou curioso e resolveu investigar suas profundezas. Qual não foi sua surpresa ao descobrir as rãs! Mais perplexas ficaram elas, pois aquela estranha criatura de penas colocava em questão todas as verdades já secularmente sedimentadas e comprovadas em sua sociedade. O pintassilgo morreu de dó. Como é que as rãs podiam viver presas em tal poço, sem ao menos a esperança de poder sair? Claro que a ideia de sair era absurda para os batráquios pois, se o seu buraco era o universo, não poderia haver um ‘lá fora’. E o pintassilgo se pôs a cantar furiosamente. Trinou a brisa suave, os campos verdes, as árvores copadas, os riachos cristalinos, borboletas, flores, nuvens, estrelas... o que pôs em polvorosa a sociedade de rãs, que se dividiram. Algumas acreditaram e começaram a imaginar como seria lá fora. Ficaram mais alegres e até mesmo mais bonitas. Coaxaram canções novas. As outras fecharam a cara. Afirmações não confirmadas pela experiência não deveriam ser merecedoras de crédito, elas alegavam. O pintassilgo tinha de estar dizendo coisas sem sentido e mentiras. E se puseram a fazer a crítica filosófica, sociológica e psicológica do seu discurso. A serviço de quem estaria ele? Das classes dominantes? Das classes dominadas? Seu canto seria uma espécie de narcótico? O passarinho seria um louco? Um enganador? Quem sabe ele não passaria de uma alucinação coletiva? Dúvidas não havia de que tal canto tinha criado muitos problemas. Tanto as rãs-dominantes como as rãs-dominadas (que secretamente preparavam uma revolução) não gostaram das ideias que o canto do pintassilgo estava colocando na cabeça do povão. Por ocasião de sua próxima visita o pintassilgo foi preso, acusado de enganador do povo, morto, empalhado e as demais rãs proibidas, para sempre, de coaxar as canções que ele lhes ensinara...” (ALVES, R. O que é religião? p. 117-118).

quinta-feira, 4 de novembro de 2010