sábado, 11 de abril de 2009

Simple Song




"Life was simple in the primal days, we just found our way to start it small
We were happy walking in the sun, rock the little ones that summer,
smiling faces like an old cartoon, dancing in the room, we laughed and played

Life is easy we can stay this place, this amazing grace for years to come..
Close your eyes, lay down on meadows green, entering the scene of summer
You don't have to search the way of the Gods, the starfields above will bring you higher,
but happiness won't enter your heart, your ambition will leave you restless
Speeding the wheels of evolution, set the industrial heart in motion..."



- The Flower Kings



quinta-feira, 2 de abril de 2009

segunda-feira, 30 de março de 2009

H2O


“Escrevo essa carta em português, desnecessariamente, porque gosto de lembrar o passado de meu avô e minha mãe. Falam que se trata de uma língua morta, pouco usada agora. Era a língua oficial do Estado onde eles nasceram.

Ainda são 16h53min e já acabou a minha cota do dia: 1.200 ml. Faz seis anos que o governo controla o que cada um pode beber por dia. Como sou jovem, só tenho direito a 1.200 ml. Em dois anos subirá para 1.400 ml. Quanto ao banho, utilizamos a água “tratada” em nossa própria residência, nos escassos cinco minutos semanais. Os sanitários são todos químicos, sendo desintegrados todos os dejetos. Os alimentos já vêm pronto, produzidos de forma que consuma menos água. Dizem que agora só restam 2% da água potável existente em 2000. Talvez fosse esse o interesse dos ataques dos anos 30. O país, que pertence a um Estado ao norte da antiga América, foi alvo de um grande golpe em 33. Agora temos todos a mesma nacionalidade, assim como os nascidos na Argentina, Paraguai, Uruguai e demais países da ex-América do Sul.

A água atualmente vale muito. Para ter uma idéia, eu tenho que trabalhar 12 horas por dia para conseguir me alimentar com a ração diária. Produzo dois rifles e meio a cada turno, assim como meus pais. Dizem os mais velhos, como meu avô nascido em 85, que se desperdiçava muita água no inicio do século. O banho durava meia hora, os carros eram lavados semanalmente e as calçadas diariamente. Não se fechava a torneira para escovar os dentes, o que fazemos atualmente a seco. Podia ver muitas variedades de árvores, plantas e animais. A energia não era totalmente feita em usinas nucleares, como agora é. Já não posso sair da minha residência e se expor ao sol, pois o protetor solar fator 400 é muito caro, apesar de proteger a minha pele, causa câncer no fígado e rins. Apesar de haver a produção de órgãos humanos no laboratório (que não faço idéia como é), não teria dinheiro para reposição e já sei que não viverei muitos anos com a iminência de doenças renais e transtornos cerebrais pela desidratação.

Ainda que haja tantas condições adversas, eu me orgulho de comunicar com meus amigos da capital, Washington, usando apenas o pensamento. Pratico esportes apenas contra o computador, não posso suar. Gostaria muito de ter um irmão ou irmã, mas sei que há leis que não permitem isso. Aproveitarei os avanços tecnológicos nos anos que ainda me restam, que impreterivelmente não passarão de duas ou três décadas. Sou James Souza Smith, tenho dezesseis anos, estadosunidense.

São Paulo, 30 de março de 2056.”

domingo, 29 de março de 2009

Uma Pequena Alusão - Quase Nula!





X
(Eduardo Bento)


Finalmente chego ao ponto crucial.
Abastecido de fortalezas que me deste,
Gratificado pelo amor fraternal
E desinibido das loucuras de uma prece.
Será que foste tu que me acolheste,
Ou foi à grande contenda vital que me removeste?

Pálido fado;
Vívida magia.
Eu sei?
Qual é a grande resposta?
Não me encontro em trilhas ou linhas,
Só me perco na solidão inexata;
Temido por ser grande junto à tua face.

Carregada é a fração contida em poucos atos;
Desconhecidos são os casos e também os fatos.

Eu saberia?
Não foi desta vez que Ele me compreendeu.
Mas sua existência é real?
Sua compaixão e onisciência são palpáveis?
Mais perguntas sem conclusão.
Perco-me novamente em versos prosados e pouco rimados.
Em frases longas, posteriores as antecessoras curtas.
Não quero mais amor diluído, nem restos de carinho.
Quero mostrar o quanto podes ser sozinho, se viveres em mim.

São devaneios que vão contra os preceitos.
Conjecturas recalcadas, logo que aniquiladas;
Todos os manuseios sociais são tidos como conceitos.
E toda intolerância é combatida com virtudes mascaradas!

Vita - pactum - morte!
São anos irreversíveis em minh’alma.
Mas meu intelecto elevado me afasta a sorte.

Ouvi: - “Cadê a nossa vitória e a nossa satisfação?”...
Então concluo que tu não me ouviste mais.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Atos Gratuitos de Amor ♡

Praticar atos gratuitos de amor - que tal? :)

- diga a uma pessoa querida o quanto vc ama e se importa com ela
- deixe um bilhete
- mande uma carta
- abra a porta da loja para idosos, ajude a carregar suas coisas
- mande flores
- ligue para um amigo que não conversa ha um tempo e diga o quanto está com saudades [aposto que ele tbm estará! :)]
- etc...

Mesmo na nossa rotina maluca, nunca devemos nos esquecer de quem é mais importante para nós.. e sempre precisamos arrumar tempo para demonstrar isso a eles.
Não importa quão pequeno e simples seja o nosso ato de amor. Ele poderá mudar o dia de uma pessoa, ou pelo menos fazê-la sorrir! :)


sábado, 21 de março de 2009

Redação de Faculdade


Na semana seguinte ao carnaval, a professora pede para os alunos que escrevam uma redação com o título “Como foi meu carnaval”, exigindo que colocassem apenas os pontos relevantes. Dunha, um exemplar aluno do terceiro ano, sabia que seria essa a maior nota do semestre, como foi em todos os outros anos do curso de Publicidade e Propaganda. Foi assim sua história:

“Meu carnaval foi inesquecível. Entediado de sempre passar o carnaval na casa do meu pai (que se fantasiava de “Drag Queen” todos os anos, não sei porque), resolvi fazer algo diferente. Na quinta-feira, eu e mais duas acompanhantes (uma mais velha e uma mais nova que eu) combinamos que partiríamos rumo para a paradisíaca cidade de Praia Grande, na sexta-feira à noite. A parceira mais velha havia achado uma casa na faixa. Pois bem, partimos na sexta e chegamos ao sábado pela tarde. Como previa, aquele dia seria regado de sexo, muito sexo. Era um entra e sai de homens, e eu sem nenhuma mina. Não pude fotografar ou gravar imagens das duas porque o bom senso manda não fazer isso com sua mãe e sua irmã. Já no domingo, por volta das 08 horas, minha mãe mandou comprar pão para a rapaziada exausta. Resolvi ir tão logo, imaginando a fila que ia encontrar. Malsucedido como sempre, cheguei e não foi possível alimentar os ávidos jovens e um senhor (que se dizia dono da residência). Decidimos passear pela orla da vistosa Ocian. Muita gente bonita, alegre e simpática eu pude ver, exceto uns adolescentes que subtraiam pertences dos transeuntes. O calor era muito então fomos ao quiosque da Dona Gina se refrescar. Ao alcançar o renomado recinto, tomando uma saborosa Belco, topamos com um grupo de pagodeiros, aproximadamente cinco membros, todos com cabelos cortados bem curtos e inúmeras tatuagens. Estes indivíduos começaram a tecer elogios às duas senhoras que estavam comigo nessa viagem. E dessa vez eu agi. Atirei a garrafa de cerveja em direção ao bando, que logo me agrediram com socos e pontapés. E é só isso que lembro. E foi nesse instante que minha viagem acabou. Logo após acordar do coma, na terça-feira, descobri que os integrantes do grupo estavam aproveitando o indulto de carnaval. Descobri também que é possível viver sem o baço, como o médico havia me falado naquele instante. Percebi que era melhor ter ido nas festas junto com meu pai, na boate Ilha dos Palmitos.”

quarta-feira, 18 de março de 2009

Mensagens!




V
(Eduardo Bento)

Por mais
Intensa força
A vontade escapa,
Os planos fraquejam e
Meus dias se tornam arma.
Os lamentos trazem uma triste
E canhestra idéia do que seria a vida.
Se ao menos pudesse eu compreender,
Se eu ao menos pudesse limitar os prazeres;
Talvez toda essa dor, toda essa magnificência vil,
Ocuparia uma escala menor em relação à vivência prima.
Sigo em linhas tortuosas, sem ao menos saber ver,
Haja vista que meu tempo esvaece em saberes.
Triste comoção que exorto em meio ao caos,
Sem lapidar alguma alegria real em mim.
É como sorrir sem dentes, sem visão;
É essa dor nula, sem uma redição.
É triste morrer sem ter nada,
E o nada é triste sem que
Tenha tudo à sua volta,
Sem que a vida siga
Em frente, além.
No mal, amém!
Nullus sedere per nos. Sedere maximu per tu.